Compartilho aqui um texto (ou ministração) que escrevi há exatos 5 anos atrás, onde passei por novas mudanças em minha vida.
Período que me permiti a querer estar com meus ouvidos e olhos espirituais mais atentos as coisas excelentes de Cristo (e sigo até hoje e será assim até o grande dia do Senhor em minha vida), e assim me veio ao coração essa pequena estória que compartilharei nos próximos parágrafos.
Senti a necessidade de entender a condição de ser salvo, algo que com certeza todos irão dizer que é simples, basta aceitar Jesus e com certeza isso é fato, mas em minhas orações eu pedia por um entendimento mais profundo, não sei se por descrença da mensagem, mas assim como Tomé que disse que só cria na ressurreição de Cristo se lhe tocasse as feridas, o entendimento da Salvação me veio aos meus olhos; olhos espirituais.
"E Jesus disse a Tomé: "Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia".
João 20:27
Me vi diante de um deserto como se eu estivesse em um camarote, mas somente avistava dunas, um sol forte, e logo percebi vários peregrinos caminhando de um lado para o outro. Comecei a entender que nossa vida aqui na terra é como um grande deserto espiritual, e como no deserto físico há dificuldades como calor intenso, suor, fedor, dores e feridas e imensa sede, e pessoalmente falando, nossas almas possuem inúmeras intempéries, como angustia, dor raiva, ira, remorso, que por ventura posso considera sinônimos as dificuldades físicas comentadas anteriormente, sentimentos que enfrentamos em nossas vidas diariamente. Como que seguimos em frente? Nem entendemos o porque? Só seguimos pela Graça de Deus, diante de todo esse cenário adverso.
Neste deserto, somos indivíduos carregados com nossas lutas e dificuldades, coisas que aos olhos humanos, não há capacidade de suportar, então, imagine o peregrino no deserto com uma sobrecarga de bolsas sobre as costas, imaginou? Pois é, vi vários peregrinos e cada um com quantidades diferentes de bolsas sobre si, assim como nossas diferenças físicas e pessoais, temos também propriedades exclusivas no campo espiritual, temos problemas e dons diferentes, um dos outros, mas um detalhe; o nosso Deus é um Deus de relacionamento e nos permite a ter comunhão e a compartilhar as nossas cargas.
E assim parece que o peregrino avistou ao longe uma imensa Caravana chegando perto dele, ele sem jeito começa a olhar na esperança de achar um conhecido ou algum convite, e por sorte de benção o convite chega até ele e o coração desse homem, antes perdido e errante pelo deserto começa a criar esperança.
Criar esperança? Sim, esperança! Ou será que a viagem pelo deserto vai ser melhor feita sozinha, sem ninguém para compartilhar as cargas e as lutas? O homem fica muito feliz pelo convite ganho e grato, Jesus como líder desta Caravana já o avistava há muito tempo e já havia preparado o coração dos seus discípulos para pescarem esse homem, opa, quis dizer convidarem, para essa jornada! Mas o deserto não é só um local de luta, dor e sofrimento? Se o teu entendimento dizer que sim, é porque você ainda não tem comunhão com o Espírito Santo, mas se você entende que não, logo perceberá que o Senhor dava aos seus amados toda a provisão do céu, concedendo ao Israel de Deus (Caravana), codornas e o maná (Êxodo 16), hoje o nosso maná espiritual é Cristo o Pão vivo que desceu do Céu (João 6:51).
Esse maná do Céu e algo somente de quem anda com Cristo inserido nesta Caravana (Igreja) que poderá usufruir, pois, são os dons liberados da parte de Deus, para nossas vidas, somos seres de propriedade exclusiva de Deus, pois anteriormente citei que temos exclusividades pessoais até mesmo nos dons espirituais, porém todos regidos pelo mesmo Espírito Santo de Deus.
"Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos".
1 Coríntios 12:4-6
E assim o peregrino ia deixando a solidão, o egoísmo e todas as outras coisas que lhe rendiam peso, para viver o novo de Deus (compreensão, compaixão, benignidade e amor), ou seja as bem aventuranças do Espirito (Mateus 5:1-16).
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo".
2 Coríntios 5:17
Concordam que este homem já não é mais um peregrino? Já tem relacionamento suficiente e entendimento para poder auxiliar os novos peregrinos que surgem por esse imenso deserto, pois lá no inicio desta fantástica viajem, espiritualmente este homem podia ser um coxo, mas agora em companhia com a Caravana do Senhor, ele possuía autoridade e propriedade de vida com a Palavra para ser um discípulo de Cristo e assim como Pedro que não tinha nada daquilo que o coxo pedia, ele deu tudo o que tinha o Cristo, e este coxo voltou a andar e a viver. (Atos 3:6-7).
Chegamos ao fim da viajem, logo já se enxergava os portões da Nova Jerusalém (Apocalipse 21:2-5), e todo o ensinamento do compartilhar e do receber as bençãos de Cristo, por intermédio dos dons dos irmãos terá como ratificação a Promessa do Senhor que está preparando um lugar de Glória para todos os seus filhos.
"E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por
festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo".
Êxodo
12:14.